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30 de outubro de 2011

1ª Bienal do B de poesia na rua - estivemos lá

A Cia. Titeritar esteve presente na 1ª Bienal do B de poesia na rua com o espetáculo: Pedro e o Lobo no dia 28/11/2011 às 18 horas, foi uma verdadeira festa as crianças curtiram o envolvente espetáculo de marionetes.

Primeira edição da Bienal Lado B leva poesia para a comercial da 312 Norte
Felipe Moraes
Publicação: 26/10/2011 10:03 Atualização:
 
Em Brasília, lugar de poesia agora é na rua. Com a extinção da Bienal Internacional de Poesia, os artistas da cidade, liderados pelo Movimento Viva Arte, montaram, às pressas, a Bienal do B, evento gratuito agendado para hoje, amanhã e sexta, sempre a partir das 18h, na quadra comercial da 312 Norte, endereço do Açougue Cultural T-Bone. Luiz Amorim, proprietário da casa, reforça a vocação do festival poético, que deve ter uma segunda edição já em junho do ano que vem — “desobedecendo” assim à periodicidade de dois anos. “Estamos calculando, nas três noites, que podemos ter cerca de 10 mil visitantes. Talvez aqui seja a primeira bienal de rua. A cidade vai ganhar muito com ela”, conta o empresário.
O poeta Thiago de Mello será o patrono da bienal e participará de um bate-papo com o público hoje (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O poeta Thiago de Mello será o patrono da bienal e participará de um bate-papo com o público hoje

O poeta amazonense Thiago de Mello será o patrono da programação e participará de bate-papo com o músico Jorge Mautner na abertura da bienal. Mais de 50 poetas — entre eles, os estrangeiros Luis Serguilha (Portugal) e Milagros Terán (poetisa da Nicarágua), escritores e músicos locais e de outros estados, como Kiko Zambianchi e Fernando Porto, além de artistas plásticos e livreiros, confirmaram presença na festa.

Segundo Amorim, nem a chuva vai atrapalhar a celebração cultural. “Teremos muitos toldos. A chuva não vai incomodar. O local será bem fechado”, avisa. As três noites estão reservadas para homenagens a três figuras importantes da cultura literária da cidade: hoje, Ivan Silva, da Livraria Presença, no Conic, recebe as honras dos convidados. Amanhã é a vez de Maria da Conceição Moreira Sales, coordenadora da Biblioteca Demonstrativa de Brasília. Por último, o poeta carioca Ézio Pires, que completa 84 anos de idade dia 29, logo após o término da bienal, será lembrado pela organização. E ele promete aproveitar a oportunidade para desabafar sobre a situação cultural da cidade.

“O encontro tem que ser libertário, marginal. Nós estamos na marginalidade. Antes, era só a poesia. Agora são todas as linguagens. Vou agradecer às homenagens com posicionamento crítico”, comenta o escritor, que publica livros desde 1958 e está em Brasília desde 1962. “A relação do Estado com a cultura está cada vez mais dificultada. Eles dizem que gastam em cultura, mas o verbo correto é investir”, antecipa.

Ele se prepara para lançar o livro Tempo surdo, uma volumosa seleção de poemas que, segundo o autor, tem muito a dizer sobre os desentendimentos entre comunidade artística e representantes de governo. “A gente fala, grita, mas o burocrata está surdo. O Estado é que criou esse tempo surdo”, observa.


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