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23 de abril de 2011

Morre magda Modesto-a maior titeriteira do País

Falece nesse dia 22 de abril, Madame Magda Cantanhede Modesto, a maior titeriteira do país.  aqui repasso a entrevista realizada pela revista briguela com a mestre. que deus divirta-se com os encantos dessa grande artista

“Sem estudar, sem pesquisar não se pode fazer títeres
Por que ele é um analista da vida do homem”
Magda Modesto

Entrevista com Magda Modesto

 
Magda Modesto é titeriteira, professora de História do Teatro de Títeres, de Animação e de Educação através do Teatro. É pesquisadora, colecionadora e curadora de exposições de títeres tradicionais populares (em especial Calungas e Mamulengos), e supervisora de animação de espetáculos de teatro e dança. Foi membro do Comitê Executivo da “Union Internationale de la Marionnette” (UNIMA) de 1992 a 2004. Foi vice-presidente da mesma entidade de 1992 a 1996. Presidiu a Associação Brasileira de Teatro de Bonecos Centro Unima Brasil de 1985 a 1987.
Quando a Catibrum idealizou o Festival Internacional de Teatro de Bonecos, Magda foi uma das pessoas que mais nos apoiou e esteve presente em todas as edições realizadas do Festival e nos deu a honra de conceder seu nome para intitular o prêmio de melhor espetáculo da mostra. Por isso e pela simpatia de sempre é nossa primeira entrevistada da Revista Briguela.
Pela distância, pedimos a colaboração de Marcos Nicolaiewsky, que também mora no Rio de Janeiro, para gravar.
Magda sempre disposta e passando a sensação de estar brincando algum personagem, nos presenteou com esta deliciosa entrevista.
As perguntas foram elaboradas pelo núcleo de pesquisa da Catibrum: Daniela Perucci, Patrícia Lanari, Eduardo Santos, Amaury Borges, Admar Fernandes, Adriana Focas e  Lelo Silva.
Revista Briguela: Quando você começou a trabalhar com teatro de animação?
Magda Modesto: Eu jamais trabalhei com teatro de animação. Desde os cinco anos eu brinco com o teatro de animação. É melhor você fazer as contas: você tem 86 menos 5, dá aí por volta de 85.
Revista Briguela: Trace um breve panorama da época em que começou. Como era para uma mulher ser titeriteira naquela época?
Magda Modesto: Eu era tão criança. Uma sugestão que eu digo é, imaginem, eu posso imaginar, não sei se vocês podem, mas numa terra de machos, as mulheres conquistaram o direito de imaginar e de brincar.
Revista Briguela: Quais as funções já desempenhou em uma companhia de teatro de títeres?
Magda Modesto: Nenhuma. Nenhuma. Apenas fascinação pela magia da brincadeira e de sua análise no comportamento do ser humano. Porque isso é que é teatro de animação, viu?
Revista Briguela: Em quantos espetáculos já atuou?
Magda Modesto: Eu jamais atuei. Eu sempre estudei, imaginei. Mergulhei na filosofia desta fascinante arte. Levo e continuo a estudá-la, porque é um retrato do ser humano.
Revista Briguela: Qual sua análise em relação aos últimos 50 anos do teatro de animação no Brasil?
Magda Modesto: Olha, o brasileiro é muito curioso. É inovador, está sempre na onda. Portanto está sempre se ajeitando com as novidades. O teatro de títeres brasileiro esteve sempre na onda. Tudo que é novo o brasileiro vai atrás.
Revista Briguela: Qual a importância dos festivais para os titeriteiros e para a comunidade?
Magda Modesto: É uma grande escola. Festival é a escola que existe, não é? E além do mais, é aquele que faz a verdadeira formação de platéia, é realmente o festival.
Revista Briguela: Algum festival em especial foi muito importante em sua profissão?
Magda Modesto: Todos. Realmente todos, porque você consegue ver o que está acontecendo. Em todos aprendemos muito, até o que não deve ser feito.
Revista Briguela: Você vê alguma diferença entre os festivais brasileiros e os que conheceu em outros países?
Magda Modesto: Diferenças? Eu não vejo diferenças. A única coisa é que o público é que altera. É a única coisa, é o público. Assim como dentro de um teatro é uma coisa e fora dele é outra.
fonte: REVISTA BRIGUELA/ março de  2011

http://valberlucio.wordpress.com/

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